Stela Carvalho: Com o fim do programa "Late Show", da Rede TV!, gostaria de saber se alguma emissora já fez proposta de trabalho para você.
Luisa: Ainda não posso falar, estou num período novo, de me reinventar. Tive algumas propostas sim, mas quero pensar em todas com calma. Não quero fechar um trabalho no desespero. Com o tempo, construí uma carreira sólida, sempre fiz coisas em que eu acreditava e agora não vai ser diferente. Com calma, tudo vai se acertar.
Pedro Manga: O que motivou sua saída da Rede TV!, já que seu programa estava em alta? É verdade que você não se relacionava bem com a Luciana Gimenez?
Luisa: Não sei o que fez com que me tirassem da emissora, mas agora também não quero mais saber. Virei a página. No começo é um susto, claro, ainda mais da forma que as coisas aconteceram, mas agora passou, estou muito bem. Até porque não sou de ficar chorando pelo leite derramado. E em relação a Luciana Gimenez, isso não é verdade. Sempre nos falamos, nos últimos tempos estávamos até mais próximas. Uma vez briguei com um produtor do programa dela que deixou uma galinha amarrada, mas isso faz tempo e não tinha nada a ver com ela. Eu e ela nos falávamos, ela me chamava pra falar sobre bichos, estava mais ligada a eles, me pedia ajuda sobre isso.
Patricia Lorenzetti: Você se vê fazendo outro programa na TV que não seja sobre animais?
Luisa: Sim, claro. Antes do programa de animais, eu fui repórter da Monique Evans, fiz "TV Fama", sou uma artista. Só não faço programas que vão contra meus princípios éticos. Um programa de rodeios, por exemplo, não faria jamais.
Karine Corrêa: Se for convidada por uma emissora, mas não puder fazer um programa ligado aos animais, que tipo de atração gostaria de comandar?
Luisa: Acho que posso fazer muitas coisas. Leio bastante, me interesso por muitas coisas, sei falar sobre muitos assuntos. Só não faria mesmo programas violentos, ligados a rodeios, mas do resto faria tudo. Sou uma profissional. Mas tenho muita vontade de atuar, de fazer cinema. Sou atriz há muitos anos. Meu lado de atriz ficou escondido quando apareci bastante como apresentadora, mas gosto muito de atuar. E também sempre fui de criar muito. Todos os quadros e programas que fiz, eu criei muitas coisas. O "Late Show", por exemplo, é um projeto meu e do meu pai. Gosto de colaborar com tudo, dar idéias, editar.
Lucas Batista: Quantos animais de estimação você tem? Fale um pouco sobre eles.
Luisa: Tenho 4 cães e 2 gatos. Dina, a primeira cadela, adotei numa feira. Foi quem despertou esse amor que sinto hoje pelos animais. Tenho também o Marley e a Gisele, dois labradores. E tem a Preta, uma vira-lata que meu pai pegou. Considero que todos são meus, os amo igualmente, mas hoje em dia dois moram com meus pais e dois comigo. E os meus gatos, na verdade, me adotaram. Eles são gatos de rua que comem aqui, não moram na minha casa, embora eu já tenha mandado castrá-los, dou vacina. Mas eles ficam soltos aqui no condomínio, que é mais tranqüilo que a rua. Aí eu boto sempre água, comida, e eles vêm sempre aqui em casa. Os dois vêm sempre, mas às vezes vem mais gatinhos comer aqui também.
Tatiana J. Barboza: Parabéns pelo belo trabalho que realizou no "Late Show", o mundo precisa de gente comprometida com os direitos dos animais. Com o fim do programa, como podemos continuar ajudando e denunciando maus tratos?
Luisa: Na verdade, as pessoas devem exercer seus direitos, chamar a polícia. Existem leis contra a crueldade com os animais. Temos que ser comprometidos com tudo. Quando a gente assume responsabilidades, a gente consegue mudar as coisas. Hoje em dia, depois do programa, os policiais estão bem mais treinados, já sabem que maus tratos com os animais é crime previsto em lei. Antes era uma dificuldade acionar a polícia.
Ariane Cristina Corrêa: Depois de sua demissão da Rede TV!, como pretende continuar ajudando os animais?
Luisa: Eu sempre ajudei várias ONGs independentemente do programa. A causa nunca mais sai de mim, eu sempre vou divulgar, levantar essa bandeira. Conseguimos proibir o circo com animais em São Paulo e estamos fazendo abaixo assinado para proibir no Brasil todo. Quando se tem um programa, claro que a gente consegue atingir um público muito maior e falar diretamente com as pessoas, mas mesmo sem programa é possível mobilizar, mostrar que é importante. Agora minha causa principal é conseguir encontrar um lar para mais de cem cachorros que deixaram de ser adotados com o fim do programa. Para isso vamos realizar uma grande feira, no próximo sábado (30), das 9h às 21h, na Pet Center Marginal. Estarei lá com uma centena de cachorros que já foram castrados, vacinados e estão prontinhos para a adoção. Basta levar documento de identidade, CPF, comprovante de residência e ter muito amor no coração, que é o mais importante na hora de adotar um bichinho.
Bianca Rodrigues do Carmo: Caso não feche contrato com nenhuma emissora, o que pretende fazer?
Luisa: Vou fazer teatro, já estou em negociações avançadas pra fazer duas peças, uma adulta, outra infantil. E também estou cuidando um pouco da minha vida pessoal. Quero me mudar para ontem! Moro em Alphaville e aqui é superlonge de tudo. Só morava aqui por causa da RedeTV!, mas agora quero sair. E mudança dá trabalho toma muito tempo.
Evaldiano: Você é linda, posar nua faz parte de seus planos? Aceitaria uma proposta de uma revista conceituada?
Luisa: Não faz parte dos meus planos, nunca fez. Não quero mesmo. Eu construí uma carreira sólida e posar nua não me acrescentaria em nada. Claro que o dinheiro é bom, mas não é tudo.
Julice Santos: Conta pra gente como você conseguiu conquistar o deus grego Henri Castelli...
Luisa: Ele me conquistou e não eu! (risos) Mas essa história eu deixo para ele contar... (mais risos) Ele é lindo mesmo, mas é muito mais que isso. Ninguém vive só pela beleza, isso não constrói um relacionamento. Estamos juntos por outras coisas bem mais profundas que a beleza.
Jacy Souza: Você sente muito ciúmes do Henri Castelli? Qual é o programa preferido de vocês?
Luisa: Não sou muito ciumenta não... A gente se preocupa, sente um pouquinho, mas ele nunca me deu motivos. Se fosse muito ciumenta estava ferrada! (risos) E ele também é tranqüilo comigo, tem um ciuminho bom, nada demais. Juntos gostamos de sair entre amigos, tem uns casais que sempre saem com a gente. Somos conhecidos também como o ‘casal Morumbi’, vivemos nos jogos e no bar do São Paulo, adoramos. Isso sem falar em teatro, cinema...
Juliana Osvaldino: Henri Castelli pode influenciar para que você invista numa carreira de atriz?
Luisa: Nosso foco é nosso namoro, não existe muito isso de um influenciar o outro nesse sentido, mas é claro que quando se está num relacionamento existe parceria, aprendizado. Lógico que falamos sobre nossa vida profissional, mas não seria por ele que eu seguiria uma determinada carreira, seria por mim.
Felipe Leal: Você
se envolveu em um acidente de trânsito recentemente, os envolvidos estão bem?
Luisa: A menina continua internada em uma clinica, mas foi um milagre ela ter sobrevivido. Esse acidente mexeu muito comigo, mudou muito o meu olhar sobre a vida. Alguns problemas que a gente se desespera não são nada quando a gente vê um problema sério de verdade. Quando aconteceu o acidente, eu achei que a menina tivesse morrido na hora, mas eu sou muito religiosa, rezei, pedi muito e ela sobreviveu. Cada dia foi uma vitória. Está sendo. Ela está lutando pra viver. Todo mundo está sujeito a isso, vivemos em uma cidade com um trânsito caótico, é uma loucura. Eu me envolvi muito, sou super sensível. Na verdade, a moto em que eles estavam nem chegou a bater no meu carro, o motorista se assustou e jogou a moto na calçada. Alguns falaram que eu poderia ter ido embora, mas eu nunca faria isso. Presto contas com Deus e com a minha consciência, tinha que ajudá-los!